FESTIECO | FIMAB

Festival de Tecnologia e Inteligência Ecológica | Feira Integrada do Meio Ambiente / Bauru

Fimab alerta para deficiência no descarte do lixo eletrônico

 

E se a questão da construção civil parece caminhar para soluções sustentáveis, outro ponto é preocupante: o que fazer com o computador antigo ou aquela geladeira que fora substituída? O tema foi abordado ontem na segunda edição da Feira Integrada do Meio Ambiente (Fimab) e no 1º Festival de Tecnologia e Inteligência Ecológica (Festieco) com palestra proferida pelo tesoureiro do instituto Repensar e proprietário da empresa Lixo Digital, ambos de Itatiba, Reinaldo Serrano.

Para o palestrante, Bauru ainda está sem solução para o problema. Ele explica que a população não conta com opções de descarte do lixo eletrônico de forma correta. “Falta empresa especializada em reciclar esse material. E ocorre isso porque a mão-de-obra e a logística, como o transporte, são caros. Assim, quem quiser fazer o descarte adequado precisa procurar um local na região que aceite esse material e muitas vezes levá-lo até lá”.

Em Itatiba, cidade de 100 mil habitantes, ele afirma que são recolhidos semanalmente cerca de 70% do que é descartado, o que equivale a uma tonelada. Se a mesma proporção for traçada a Bauru, esse número chegaria a algo em torno de 3,4 toneladas por semana.

Reinaldo Serrano, que tem seu trabalho baseado no recolhimento para reaproveitamento de materiais tecnológicos, ainda explica que a cada dez computadores que são recolhidos, monta-se um em boas condições de uso.

“Essas máquinas reaproveitadas são passadas em comodato para entidades. Quando apresentam problemas, elas nos devolvem. Na “Lixo Digital” a maioria dos computadores e outros equipamentos são feitos a partir da reciclagem”, informa, segurando seus dois celulares, que foram confeccionados dessa maneira.

Para o palestrante, entretanto, conforme o lixo digital cresce – com o aumento do poder aquisitivo da população – também aumenta o número de empresas que fazem a reciclagem e reaproveitamento, o que abre um panorama de certa forma positivo. “O meu objetivo é vir para Bauru. Quero conversar com a prefeitura para fazer campanhas do Instituto aqui na cidade e conscientizar as pessoas. Também pretendo abrir uma franquia da minha empresa aqui”, finaliza Reinaldo Serrano.

Fonte: Jornal da Cidade