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Festival de Tecnologia e Inteligência Ecológica | Feira Integrada do Meio Ambiente / Bauru

Bolsão convida Bauru a doar sobras de material de construção

Projeto lançado no Festieco e na Fimab quer utilizar sobras de construções para construir moradias a famílias de baixa renda

 

A partir de hoje, a solidariedade pode ser exercida de outra forma em Bauru: ajudar a construir moradias a famílias de baixas rendas. É o projeto sustentável Bolsão de Materiais da Construção Civil, que foi lançado oficialmente na segunda edição da Feira Integrada do Meio Ambiente (Fimab) e no 1º Festival de Tecnologia e Inteligência Ecológica (Festieco), que terminaram ontem com sucesso de público e resultados.

O Bolsão, que é uma iniciativa do Sindicato da Construção do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) e da Prefeitura de Bauru, com o apoio do Jornal da Cidade e da 96 FM, objetiva “limpar” a cidade com a doação da grande quantidade de materiais que sobram em cada obra civil e, com isso, ajudar pessoas carentes.

O diretor da Regional de Bauru do SindusCon, Renato Parreira, afirma que, “em quase toda esquina de Bauru, é possível ver um pouco de material de construção que sobrou. E esse material muitas vezes é jogado como entulho”.

Além do desperdício desses itens, ele explica que outro grande problema é gerado na cidade. “Todo esse material acaba indo para um bolsão aberto que, segundo a lei, será extinto em 2014. Nossa proposta é desafogar o aterro e, ao mesmo tempo, ajudar as pessoas com esses material que acabam sobrando”, completa.

E esses materiais são muitos. Na lista do que é possível doar estão areia, pedras, tijolos, telhas, alambrados, madeiras, pisos cerâmicos, tintas, canos, portas, batentes, janelas, peças sanitárias, barras de ferro, tacos, azulejos, entre outros.

O local de funcionamento do Bolsão da construção já está definido. O “depósito” de coleta e distribuição funcionará no almoxarifado da prefeitura, que fica na quadra 1 da avenida Engenheiro Hélio Police, no Jardim Redentor.

“É importante deixar claro que não queremos entulho. Nosso foco são materiais que sobrem das construções e estejam novos ou em bom estado para poderem ser reutilizados em outras obras. Depois, a Sebes (Secretaria do Bem-Estar Social) e a Defesa Civil de Bauru irão distribuir esse material a entidades ou construções regularizadas de famílias de baixa renda”, completa o diretor do SindusCon.

 

Como doar?

 

Por enquanto, há dois meios de a população ou construtoras fazerem as doações. O primeiro é levar o material diretamente no local definido como o depósito do Bolsão da construção.

A outra maneira é acionar a prefeitura por meio dos telefones (14) 3223-2009 e (14) 3223-1998, que começam a funcionar hoje, para que o órgão faça a coleta do material. “A pessoa pode ligar e agendar o recolhimento. Nós vamos analisar como e quando vamos fazer isso. Precisamos traçar um cronograma e delimitar a partir de qual quantidade iremos buscar”, explica o titular da Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan), Rodrigo Said. Para ele, a expectativa é de que o projeto consiga suprir o papel que, por vezes, é difícil de ser cumprido pelo órgão público. “Para a prefeitura comprar material é algo difícil. Tem toda a burocracia que dificulta e faz com que isso demore. Iremos continuar fazendo nossa parte, porém, esse bolsão será um canal de armazenamento e distribuição que vai ajudar a nós e a muitas pessoas”, conclui Said.

 

Orientações

 

O Bolsão da construção começa a funcionar hoje. A população e as construtoras podem levar o material na quadra 1 da avenida Engenheiro Hélio Police, no Jardim Redentor ou ligar nos telefones (14) 3223-2009 e (14) 3223-1998 para agendar a coleta.

O projeto foi lançado no Festival de Tecnologia e Inteligência Ecológica (Festieco) e a Feira Integrada do Meio Ambiente de Bauru (Fimab), eventos ambientais realizados no último fim de semana pela Sabesp, CGR Centro Oeste, Jornal da Cidade, Rádio 96 FM, Prefeitura de Bauru e Semma. Patrocinam a Festieco e a Fimab, a Sabesp, CPFL, USC, Ajax, Concessionária Auto Raposo Tavares (Cart) e Cral.

 

Problemas na cidade

 

Segundo estudos divulgados pelo SindusCon, as sobras de construção representam entre 50% e 70% do volume total dos resíduos sólidos urbanos que são destinados sem uso em Bauru. Além disso, esses materiais trazem outros problemas a Bauru.

O titular da Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan), Rodrigo Said, explica que muitos materiais criam dificuldades, e de diferentes formas. “Vemos em vários lugares que pedras e areia ficam depositadas sobre as guias, atrapalhando a circulação das pessoas. Muito desse material, quando chove, vai parar na rede de esgoto e causando outros problemas. Por isso, é fundamental que sejam descartados de forma correta”.

 

Fonte: Jornal da Cidade